
MELANCOLIA TRAZIDA PELO MAR DA OCASIÃO Vivemos o império do egoísmo acho que desde quando fomos expulsos do paraíso. Vejo crianças cada vez mais adultas e adultos cada dia mais infantis. Somos todos filhos de Mariana, e também fomos todos mortos em Paris. O homem é o reflexo da soberba malcriada e bem alimentada de tudo que já nos fez. Crianças morrendo na praia, meu coração se espalha, recolho as migalhas. A gente sabe que tragédia vende bem mais, estampada nas capas dos jornais. Esfregando na nossa cara, o quão egoístas, amorais, boçais, animais irracionais Somos, mas nos achamos os maiorais: “não posso me culpar pelo que acontece do lado de lá”. Sigo aqui me vendendo barato demais, procurando em mim o que ainda não se corrompeu, lutando por ideais que não são meus, me perguntando: “será que Deus é ateu?” Tomando remédios para poder dormir e sorrir, pois o entretenimento não me acalma. Entretanto, eu me encontro pelos teus cantos encantos para a minha pobre alma. É preciso mais amor, eu preciso de mais ardor para acariciar as minhas dores. Por fim, trago dentro de mim vazios que ecoam silêncios longos e ensurdecedores. As-Salamu Alaikum, Aylan Kurdi! Lucas Alberti Amaral #quaseinedito #poesia #literatura #leitura #versossoltos #ler #pensamentos #palavras #poema #escrever #autor #poeta #livro #amor #vazio #silêncio #Deus #ateu #alma #culpa #morrer #coração #mariana #paris
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